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Sobre meias mentiras. 

- Eu quero alguém que realmente queira ficar comigo. 

Lindo. Então por que não me disse? De verdade. Por quê? Eu gostava de você. Muito. Queria que ficássemos juntos. Assim como você. Mas por que agir então com todas aquelas meias mentiras? Por que dizer desde o começo que estava bem sozinha e que não queria mudar?

Eu acreditei. E me afastei. Eu sei. De longe, já mostro todas as características que me encaixariam como o perfeito cafajeste. A barba. As palavras. O histórico. Sei também que talvez você já tenha escutado bastante: não se apegue. Mas a verdade é que eu estava ali para me apegar. 

Eu gostei. E queria você. Desde quando eu te procurei a primeira vez. E em todas as outras vezes. Em todos os meus convites. Até que comecei a acreditar nas suas meias mentiras. Que foram sempre claras. Em palavras e gestos, você me disse: não crie esperanças. Assim, para se proteger, você me transformou apenas no moço dos beijos de corredor. Quando o meu desejo era ser o seu homem. Aquele que dança todas as valsas.  

Com as suas atitudes, aceitei como verdadeiro o seu falso descaso. E enterrei todo o amor que guardei para você. Segui em frente. Cumpri todos os erros que você esperava que eu cumprisse, para dizer: ele não quis ficar. Este é então o quê das meias mentiras. Elas matam, sem perceber, as mais lindas verdades.