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O dia em que perdi o amor. 

Não me lembro quando começou. Ou como. Mas quando notei, o amor me tinha escapado. Foi como se toda a capacidade de amar que sempre me acompanhou simplesmente secasse. Um peso para qualquer homem. Uma maldição para qualquer poeta. 

Assim, apenas segui. Sobrevivendo. Porque sem amor, meus caros, não se vive. Foram dias longos e difíceis. Magoei corações que outrora nunca deixaria partir. Eles seguiram. Coração que se parte, parte. Não importava o que eu fizesse, apenas não conseguia amar. 

Assim, perdi também as palavras. Os textos. E meus poemas. Até os mais tristes. Porque a dor e a tristeza são causados pelos ventos do amor. Sozinho então, observei o tempo passar. 

Como era de se esperar, uma hora ventou. E quando o sentimento voltou, sorri aliviado. Mas prestem atenção. Na verdade, eu não reencontrei o amor. Ele nunca esteve perdido. Era apenas este homem quem precisava se encontrar.